Dicas para saber se sua loja virtual é adequada

É bater na mesma tecla e pela internet está cheio de posts com essas dicas, mas como tem muita gente que ainda acha que tudo isso é uma bobagem…

A dica fica para um artigo do Roberto Oliveira, no Ecommerce Ninja, dando dez dicas para orientar uma auto-análise em sua loja virtual. Pra mim, as dicas 7 e 8 são as melhores e que as pessoas mais esquecem, achando que “se o cliente quiser mesmo comprar, ele pergunta”. Ledo engano, se ele quiser mesmo comprar e você não dá as informações que ele quer, de um modo fácil, claro e rápido, ele vai no concorrente.

Novas formas de pedir ajuda pra gente

A Hydra Studio está crescendo… quanto mais clientes, mais difícil fica de se prestar um bom atendimento e manter a qualidade. Por isso, estamos abrindo duas novas formas de se comunicar conosco e pedir suporte: via Orkut e pelo nosso Centro de Suporte.

Nossa ideia é que a partir de agora todo o suporte aos clientes seja feito pelo Centro de Suporte. Basta abrir um tíquete, fornecendo seu e-mail, escolhendo a área desejada e informando sua necessidade. Em seguida, um e-mail com o número do tíquete será enviado e através dessa combinação e-mail + número você acessa a área restrita e acompanha o atendimento.

No caso de seu provedor bloquear spams, assegure que o e-mail suporteARROBAhydrastudioPONTOnet esteja na lista de e-mails confiáveis. O mesmo e-mail vale para abrir um novo tíquete: basta enviar uma mensagem que o pedido de suporte será aberto.

O Orkut soma-se aos canais já existentes – e-mail geral, MSN e Skype. Mas lembre-se: em todos esses canais terão prioridade novos clientes e aqueles que tenham websites em desenvolvimento. Nos demais casos, nós abriremos um pedido de suporte para você e o atendimento seguirá por lá. Então, você que já é nosso cliente e precisa de suporte, para agilizar o atendimento vá direto ao Centro de Suporte.

Atualizando o Magento

Interface do Magento Connect - fonte: inchoo.netDesde o começo do desenvolvimento, o Magento incorpora um esquema de atualização bem interessante. Ele é praticamente como um sistema operacional, baseado em repositórios de arquivos que podem comparar as versões instaladas e proceder à atualização automaticamente. O nome desse sistema é Magento Connect e também é o principal canal para distribuição de módulos para o software.

O Connect possui uma interface gráfica a partir do painel de controle – que bem configurada, funciona perfeitamente -, mas a melhor forma de trabalhar com ela é pela linha de comando, o que restringe o seu acesso a usuários mais experientes. Porém, o grande problema  não está aí e sim na maneira como essas atualizações devem feitas.

De uma versão para outra do Magento (mesmo da 1.4.0.1 para a 1.4.1.0, por exemplo) mudam várias coisas no core do sistema e nas tabelas do banco de dados. Antes de soltar a versão, a Varien testa o funcionamento do sistema (e mesmo assim, sempre há erros pontuais que só aparecem com a distribuição na rua). As dificuldades vêm na esteira dos acessórios que se integram ao Magento, que nem sempre garantem compatibilidade após uma atualização.

Isso aconteceu comigo hoje, em uma loja ainda em desenvolvimento. Ela utiliza um template comprado, que funcionava bem na versão 1.4.0.1 e parou totalmente de funcionar na versão 1.4.1.0. Como é uma loja ainda em construção, não há grandes transtornos, mas quando isso ocorre em uma loja de verdade, os problemas são grandes! No caso do template falhar, não há o que fazer a não ser voltar à versão anterior do Magento e aguardar que saia uma atualização do template. Se isso não ocorrer – é difícil, mas pode acontecer – a loja simplesmente não pode ser atualizada.

Fica aqui as dicas: para atualizar o Magento, verifique o suporte que é dado aos módulos e temas comprados, faça sempre backup, teste antes em uma loja fora de produção e se não tiver experiência, contrate um profissional. Certamente vai sair mais barato do que arcar com o prejuízo de ter sua loja fora do ar por horas ou talvez dias.

PS. Peguei a imagem de ilustração desse post no site da Inchoo, empresa na Europa que também desenvolve lojas virtuais em Magento. Periodicamente, eles publicam charges, com o título de “Inchooers“, uma sátira bem bolada sobre o mundo dos desenvolvedores e sobre o Magento. Está em inglês e vale a pena!

O que as pessoas falam da sua empresa?

Entender o comportamento das pessoas na internet não é uma tarefa fácil. Muitas pessoas tentam, estudam, formulam teorias, defendem teses. Muito se discute especialmente no que se refere a filtrar o que as pessoas dizem sobre sua empresa – por exemplo, bloqueando comentários indesejados ou negativos em seu site.

Incentivo bastante nossos clientes a permitir interação nos sites de suas empresas. Já pensava nisso e reforcei ainda mais essa opinião ao ler o livro do Conrado Navarro (Google Marketing – Novatec), aprendendo um pouco mais sobre como as pessoas interagem na grande rede. Entretanto, acho que a maior parte das empresas não está pronta pra essa interação em escala aglobal.

O grande questionamento é: “o que acontece se as pessoas começarem a falar mal no meu site?”. Não há remédio definitivo contra isso. Se a pessoa não gostou do seu serviço e não houve meios de mudar essa impressão, ela falará mal de você em qualquer outro site. Filtrar esse tipo de comentário é inútil e parecerá que você tem muito mais a esconder.

O melhor antídoto é assumir o erro e tentar reverter a situação através de um número muito maior de clientes satisfeitos. Clientes realmente satisfeitos e não apenas comentários encomendados, é óbvio. Quando muitos clientes falam de bem de você pela internet, um ou dois clientes insatisfeitos não serão uma mancha grave em seu currículo.

Vídeo da palestra sobre Magento no Tchelinux Caxias

No último sábado, apresentei uma palestra sobre Magento, em evento do Tchelinux, em Caxias do Sul, na Ftec. Achei que em 45 minutos eu conseguiria dar uma visão geral de comércio eletrônico, apresentar o Magento e ainda mostrar um pouco do software, mas estava bem enganado…

De qualquer forma, essa palestra foi um pouco de tudo para um público jovem, que tirou um sábado chuvoso pra ir aprender sobre Linux, software livre e desenvolvimento web. A primeira parte do vídeo está aqui embaixo e as demais estão lá no canal da Hydra Studio no YouTube.

Também existe quem não gosta do Magento…

Eu acho que o Magento é uma solução de comércio eletrônico excelente. Porém com certeza, ele tem algumas deficiências, como por exemplo a dificuldade em se organizar menus e links para conteúdo estático (isso está melhorando, mas ainda não é tão fácil como outras plataformas).

Acompanho diversos blogs e sites sobre o assunto e hoje vi um post interessante, algo como “Cinco razões para não usar Magento“. Pra mim, ele não está dizendo que o Magento é ruim, apesar de seu tom irônico, mas mostrando algumas situações em que o Magento não é a solução de tudo. Ou seja, mesmo quando quer dizer pra não usar o Magento, ele está ajudando quem divulga essa plataforma.

De um modo resumido, ele tenta desmontar cinco premissas:

  1. o Magento é “totalmente customizável” mesmo por iniciantes
  2. o Magento é uma plataforma de e-commerce completa
  3. o Magento tem sido usado por grandes empresas
  4. o Magento é grátis
  5. o Magento é uma solução única e completa

Dêem uma olhada no post original, em inglês, e tirem suas próprias conclusões.