Ferramentas para sua empresa – parte 4/4

A web está repleta de ferramentas para auxiliar sua empresa a crescer, vender mais e ser mais eficiente. Mas como escolher as ferramentas certas? Quais as ferramentas indicadas para cada uso? Esse tutorial fala sobre isso.

8) Redbooth

Redbooth - imagem: reprodução

Endereço: www.redbooth.com

Ainda que não tenha  mais a versão gratuita (apenas por um período de testes), o Redbooth segue como uma excelente opção de ferramenta de gestão de projetos, de modo a organizar as tarefas de seu time, separando por projetos e listas. Se você achar que é muito caro pro que você necessita, dê uma olhada em outras ferramentas como Wunderlist, Trello e Evernote.

9) Dropbox

Dropbox - imagem: reprodução

Endereço: www.dropbox.com

O Dropbox é uma excelente ferramenta de backup, controle e compartilhamento de arquivos. A versão gratuita vem com 2GB de espaço (o que convenhamos, não é muito), mas já serve pra você tomar conta de seus arquivos mais sensíveis. Se quiser mais espaço, ele custa USD 9,90 pra 1TB de armazenamento. Você vai lembrar desse serviço na próxima vez que o estagiário destruir algum arquivo importante.

10) Mailchimp

Mailchimp - imagem: reprodução

Endereço: www.mailchimp.com

Pra concluir esse tutorial com ferramentas para sua empresa, recomendo o Mailchimp. É uma ferramenta de envio de newsletters, gratuita para até 2 mil assinantes e 12 mil envios mensais. Mesmo que sua plataforma de comércio eletrônico já tenha a funcionalidade de envio de e-mails, você vai querer usar o Mailchimp, pela facilidade e quantidade de recursos, além dos relatórios bem elaborados.

Ferramentas para sua empresa – parte 3/4

A web está repleta de ferramentas para auxiliar sua empresa a crescer, vender mais e ser mais eficiente. Mas como escolher as ferramentas certas? Quais as ferramentas indicadas para cada uso? Esse tutorial fala sobre isso.

6) Buffer

Buffer - imagem: reprodução

Endereço: www.buffer.com

O Buffer é uma ferramenta interessante para gerenciar suas postagens nas mais diversas redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter. Com a conta gratuita, você pode agendar até 10 postagens antecipadamente, deixando prontas as postagens que alimentarão sua fanpage ou seus mais diversos perfis. Ela também conta com análise das postagens, feita através de uma URL especial.

7) Feedly

Feedly - imagem: reprodução

Endereço: www.feedly.com

O Feedly é uma versão repaginada do velho e bom leitor RSS, que permite receber em um só lugar, todas as publicações das páginas que você seguir. A vantagem disso: você pode inscrever nos sites relevantes, como portais de notícias do seu setor, blogs, sites e até mesmo páginas de concorrentes, recebendo todas as novas postagens de maneira organizada. Assim, você fica muito mais atualizado.

Ferramentas para sua empresa – parte 2/4

A web está repleta de ferramentas para auxiliar sua empresa a crescer, vender mais e ser mais eficiente. Mas como escolher as ferramentas certas? Quais as ferramentas indicadas para cada uso? Esse tutorial fala sobre isso.

3) Canva

Canva - imagem: reprodução

Endereço: www.canva.com

O Canva é uma daquelas ferramentas que depois que você começa a usar, não quer mais largar. Ele pode ser usado pra fazer banners, anúncios, apresentações, tudo o que estiver ligado a design e peças gráficas. O plano gratuito tem algumas poucas limitações (não dá pra redimensionar arquivos, por exemplo), mas que não interfere no uso comum de uma pequena empresa.

Como destaques, você pode escolher entre tamanhos próprios para determinados usos, como topos de e-mail, anúncios no Facebook ou Google Adwords, portfólios e outros. Em cada categoria, a ferramenta traz uma coleção de peças prontas, que você pode usar de graça ou pagando uma pequena taxa (pequena mesmo, muitas vezes 1 dólar). A partir desse modelo, você monta a sua própria peça.

4) Pixlr Editor

Pixlr - imagem: reprodução

Endereço: www.pixlr.com

O Pixlr é um editor de imagens, que permite editar e tratar fotos, incluindo os efeitos básicos. A versão online gratuita dá conta do recado, sendo prático e fácil de usar. Você pode usar o Pixlr pra preparar as imagens que utilizará no Canva, já que este não tem um bom editor de imagens, apenas uma coleção de filtros, no melhor estilo Instagram.

5) TinyPNG

TinyPNG - imagem: reprodução

Endereço: www.tinypng.com

Depois que você preparou suas imagens, é altamente recomendável comprimi-las, reduzindo o peso do arquivo e facilitando o download pelo visitante. O TinyPNG se encarrega disso em poucos segundos, de maneira muito fácil, chegando a reduzir alguns arquivos em até 80% de seu tamanho.

Ferramentas para sua empresa – parte 1/4

A web está repleta de ferramentas para auxiliar sua empresa a crescer, vender mais e ser mais eficiente. Mas como escolher as ferramentas certas? Quais as ferramentas indicadas para cada uso? Esse tutorial fala sobre isso.

Ferramentas para lojas virtuais - imagem: Jean Sheijen/Free Images

Se é verdade que você deve ter profissionais – freelancers ou empresas – para auxiliar em diversas tarefas que estão relacionadas ao dia-a-dia de sua loja virtual, também é verdade que a maioria das pequenas empresas simplesmente não consegue alocar uma verba para contratá-los. O serviço de um profissional contratado sempre (vamos assumir que sim, sempre) ficará melhor que o serviço feito pelo próprio empreendedor, já que o profissional tem um melhor acesso às tecnologias e está mais antenado a novas ideias e possibilidades.

Como o dinheiro é curto, o empreendedor só consegue contratar uma pequena parte dos serviços necessários. O restante, ele tem que fazer por conta. A boa notícia é que o acesso a ferramentas profissionais é cada vez maior, muitas delas de graça. Da mesma forma, o acesso a como utilizá-las e como extrair o melhor é cada vez mais universal. Está bem, você não consegue pagar um profissional e isso não é um pecado. Mas não pode reclamar que você não tem tempo ou capacidade para aprender e menos ainda que não tem as ferramentas necessárias.

1) Como escolher as ferramentas?

Talvez antes de pensar em como escolher as ferramentas, é preciso pensar em que serviços você deverá fazer por conta própria e quais os conhecimentos necessários para isso. É mais ou menos como você definir que precisa de um jogo de chaves de fenda quando precisa bater um prego. Então, avalie quais tarefas do dia-a-dia de uma loja virtual você precisa assumir e quais alocará uma verba para contratar profissionais especializados.

Um exemplo que precisa de uma ferramenta física e outra digital pode ilustrar bem essa decisão. Como serão feitas as fotos de seu catálogo de produtos? Você utilizará as fotos fornecidas pelo fabricante (beeeee, quem acompanha esse blog ou leu meus livros sabe o que eu penso disso)? Você irá contratar um fotógrafo para isso? Ele terá um contrato mensal ou será acionado por demanda? Você terá alguém interno em seu time para fazer isso? Quem irá tratar as fotos? Quem cuidará da preparação?

Além disso, é preciso pensar em quem fornecerá os equipamentos para o estúdio? Que câmera fotográfica será utilizada? Que software será usado para preparar as imagens? É fácil adquirir uma máquina profissional? Essa máquina será usada várias vezes? Você sabe extrair o melhor da máquina ou tem tempo para aprender como fazer isso?

Pra cada uma das atividades – criação de banners, preparo de imagens, gestão da publicidade, criação de vídeos e outras -, você deverá pensar no que consegue fazer por conta própria e no que é imperativo contratar um profissional. Só depois de listadas essas atividades e compreendido o que você precisa para fazer um bom trabalho, é que você poderá pensar em que ferramentas serão necessárias.

Para a maioria das coisas, já existe uma ferramenta online, disponível para utilização sem a necessidade de instalação. Da mesma forma, muitas coisas ainda podem ser feitas com ferramentas instaláveis, que ficarão à disposição em seu próprio computador. Para escolher uma ferramenta, procure responder perguntas como:

  • Como é a qualidade de sua conexão de internet? Você fica muitas vezes com sinal indisponível? Tem uma conexão redundante para o caso de longos períodos sem internet?
  • Você precisa usar a ferramenta em mais de um computador? Várias pessoas do time precisam ter acesso?
  • Quando se fala de ferramentas que rodam no navegador, como é a experiência de usuário? As telas abrem corretamente, os arquivos são salvos sem problemas, os elementos são posicionados conforme os seus movimentos? Se a ferramenta dá muito erro, não adianta, mesmo que seja gratuita.
  • Como é o processo para salvar os arquivos editáveis? Digo, as ferramentas costumam exportar os arquivos em formatos fechados, como JPG, PDF, etc., e não em formatos que podem ser editados em outros softwares, o que significa que a única forma de modificá-los no futuro é através da própria ferramenta.

2) Ferramentas pagas ou gratuitas?

Nessa mesma linha, é importante pensar em quanto vale a pena pagar pelo uso ou aproveitar as versões gratuitas. Alguns sistemas têm versões gratuitas bem completas, limitando apenas o número de usuários ou a possibilidade de exportar formatos abertos dos arquivos. Outras são tão restritivas que na prática tornam a versão gratuito apenas um aperitivo leve.

Outro ponto importante é em relação à estabilidade do sistema e à garantia. Muitas vezes o plano gratuito é fornecido as-is, isto é, do jeito que está, sem nenhuma responsabilidade por parte do fornecedor da ferramenta. Outras vezes, em caso de instabilidade do sistema, os clientes do plano gratuito estão em servidores diferentes, com menos recursos, de modo que os clientes pagos sintam menos. Independente de você utilizar um plano gratuito ou pago, é importante sempre estar atento e ter cópia (se possível) de seus dados.

Quando for necessário comprar uma licença, conforme o valor da licença ou mensalidade da ferramenta, vale a pena contratar o profissional – e ele terá sua própria licença do software. Na prática, é importante fazer as contas e verificar a melhor opção.

Planejamento de lojas virtuais – parte 4/4

Esse tutorial é um grande resumo de tudo que foi falado neste blog e em meus livros nos últimos sete anos. A meta é conseguir reunir, ainda que de forma simples, os principais passos que você deve dar ao montar sua nova loja virtual. Espero que ele seja útil e possa ser suporte em sua busca pelo sucesso.

Logística - imagem: Telea Daniel/Free Images

6) Definição da logística

Como parte final desse tutorial sobre como montar o planejamento de uma loja virtual, é preciso pensar na logística. Para isso, vamos analisar sob duas perspectivas:

  • Como gerenciar seus estoques
  • Como envir seus produtos para os clientes

Em relação aos estoques, de maneira simplicada é possível trabalhar com estoque no local próprio, com estoque em locais de terceiros, com encomenda e com envio direto ao cliente. O primeiro modelo é o mais comum e o que mais me agrada, ao menos para os  produtos principais e secundários.

Trabalhando com estoque em local próprio, você recebe os produtos enviados por seu fornecedor (que foram comprados, obviamente) e os armazena em espaço próprio, seja a garagem de sua casa, seja um galpão alugado. O espaço próprio aqui diz respeito a você ter total controle sobre os produtos e você mesmo cuidar do empacotamento, entregando o produto para a empresa transportadora que o levará até a casa do cliente.

Digo que essa é a melhor escolha ao menos para os produtos principais pois você é o encarregado dos pacotes e pode imprimir a sua marca (não estou falando da marca física, mas do seu jeito de trabalho), colocando seu diferencial. Além disso, para pessoas que ainda estão dando os primeiros passos no empreendedorismo, talvez seja mais fácil lidar com os produtos de maneira concreta, ali em suas mãos.

No Brasil isso ainda é raro, mas há a possibilidade de utilizar serviços de terceiros para a gestão de estoque, como a Amazon já faz nos Estados Unidos com seu Amazon Fullfillment. De maneira simples, ao invés de entregar os produtos no seu depósito, o fornecedor entrega diretamente no espaço do operador logístico, que se encarrega de armazenar os produtos e processar os pedidos quando eles acontecerem, embalando e despachando o pedido diretamente para o cliente.

Esse modelo é interessante por diminuir custos com espaço e processamento de pedidos, mas requer atenção especial para que as coisas sejam feitas conforme a padronização imposta pela loja virtual. Penso que seja um pouco distante de lojas que estão iniciando e ainda precisam modelar e vivenciar esses processos, mas pode ser visto como uma opção.

Se seu fornecedor for confiável, você pode optar ainda por trabalhar sem estoque. Você oferece um produto em sua loja virtual sem tê-lo fisicamente. Uma vez que o pedido é colocado, basta encomendar o produto no fornecedor, recebê-lo em sua empresa e despachar para o cliente. A questão da confiança aqui envolve dois lados. Em um lado, o consumidor precisa ser claramente informado que aquele produto ainda será encomendado. Já tive dores de cabeça com lojas que diziam que o produto estava disponível imediatamente para depois descobrir que dependiam de uma encomenda que adicionaria vários dias ao prazo de entrega.

Do outro lado, o fornecedor precisa honrar com o prazo prometido para encomenda. Digamos que você informou um prazo de 7+7 (sete dias para encomenda mais sete dias para envio ao cliente) e o fornecedor não poderá entregar o produto para você antes de 12 dias. Pior, o  fornecedor não tem o produto disponível, nem sabe quando vai ter. Em qualquer caso, você precisará se acertar com seu consumidor e mesmo que você devolva o dinheiro, esse tipo de coisa tem um alto potencial de arranhar a imagem de sua empresa.

Nessa mesma linha, alguns fornecedores trabalham com drop-shipping, isto é, o envio do produto diretamente do fornecedor para o seu cliente, com uma embalagem que simule o envio feito por sua loja. Há uma febre de drop shipping na internet, especialmente em virtude do sucesso de sites como o Alibaba, mas eu recomendo que essa seja sua última opção. Concordo que os custos são menores, pois você não precisa ter estoque nem lidar com nenhuma parte da logística. Algumas empresas têm até sistemas prontos, que já incluem o pedido diretamente no sistema do fornecedor. Entretanto:

  • Se houver qualquer problema com o pedido, você será o responsável, não o fornecedor.
  • Se houver  necessidade de devolução, você terá que lidar com isso (e nem sempre o fornecedor aceita a devolução).
  • Você perde a chance de colocar sua marca, seu jeito de trabalhar, seus diferenciais competitivos.
  • Pior se você estiver fazendo importação de produtos, pois seu cliente poderá ter a desagradável surpresa de ser convidado a arcar com os impostos, sem que nem mesmo soubesse que está comprando de fora do país.

7) Detalhamento da loja virtual

Essa talvez seja a parte mais fácil de todo o tutorial. Se você cumpriu os itens anteriores corretamente, você já sabe o que vai vender, para quem vai vender, como vai vender e contra quem vai concorrer. A partir daí, basta definir se vai partir para uma loja com sua própria marca ou se abre um espaço em um marketplace.

Se optar por uma loja virtual com sua própria marca, você pode contratar uma loja pagando por mês ou buscar uma empresa para desenvolver sua loja utilizando um sistema próprio. A lista dos requisitos costuma trazer itens básicos como gestão de clientes, catálogo de produtos, criação de promoções e descontos, mas também deve incluir coisas como:

  • Métodos de cálculo do valor do frete, incluindo as transportadoras que você deve usar.
  • A mesma coisa para os meios de pagamento oferecidos, que devem estar de acordo com o público que você pretende atingir.
  • Design da loja, que elementos são importantes e como eles se encaixam no gosto de quem vai navegar.
  • Integração com sistemas de gestão, especialmente se você já tem uma empresa e precisa integrar a loja virtual.

Não pense que esse planejamento responde todas as perguntas sobre como levar sua empresa adiante. Ele é um ponto de partida. Talvez mais do que isso, ele pode ser um lugar onde você deverá comparecer todos os meses, para rever se está fazendo certo e o que precisa ser modificado. O importante é nunca deixar de planejar!

Planejamento de lojas virtuais – parte 3/4

Esse tutorial é um grande resumo de tudo que foi falado neste blog e em meus livros nos últimos sete anos. A meta é conseguir reunir, ainda que de forma simples, os principais passos que você deve dar ao montar sua nova loja virtual. Espero que ele seja útil e possa ser suporte em sua busca pelo sucesso.

Planejamento - imagem: Michelle Whiffin/Free Images

4) Pesquisa dos concorrentes

Como disse antes, as etapas desse tutorial não possuem necessariamente uma sequência definida e – mais do que isso – costumam acontecer simultaneamente. Você pensa no produto, identifica o mercado, estuda o público-alvo e seus concorrentes ao mesmo tempo. Porém, para cada etapa existem tarefas e questionamentos específicos.

No caso da pesquisa dos concorrentes, é essencial que você saiba com quem está lidando. O mercado é aberto e você precisará usar suas melhores armas para convencer seu potencial cliente de que você é a escolha certa para vender os produtos que ele precisa. Um ponto importante é lembrar-se de uma palavra curta e essencial nas boas relações do mercado: ética. Você não precisa mentir para avaliar seus concorrentes nem fazer jogo sujo para prejudicá-los. Ao mesmo tempo, você não precisa entregar de bandeja suas estratégias, assim como eles não as entregarão para você.

A parte mais difícil é identificar quem são os concorrentes. Alguns produtos possuem concorrentes bem claros e óbvios, lojas virtuais onde você pode navegar e avaliar os pontos fortes e fracos. Outros produtos não são tão óbvios, especialmente mercados novos, ainda em formação. Indo além, existem produtos substitutivos, que consomem o dinheiro do cliente, impedindo que ele compre o que você vende, ainda que não seja a mesma coisa.

O exemplo clássico nessa identificação é o almoço como concorrente do celular (ainda que no Brasil isso não seja tão clássico, poucas pessoas realmente renunciam a uma coisa para poder comprar outra, pois preferem viver com parcelamentos; mas é um exemplo clássico, de todo modo). Para comprar um celular, a pessoa precisa economizar, caso o valor do celular não caiba em seu orçamento. Para economizar, ele pode preferir passar a levar almoço de casa, deixando de comer no restaurante da esquina.

Uma vez identificado os concorrentes, você deve procurar entender como sua loja virtual está estruturada, como a navegação foi montada, que produtos estão sendo oferecidos, em que proporção e de que forma. O preço é apenas um dos fatores, sendo até mesmo um fator menor frente a itens como qualidade das informações e experiência de compra. Aliás, você deve fazer uma compra em cada um de seus concorrentes para entender o processo e verificar o que você pode fazer de melhor.

Se disponível, repita a experiência em uma loja física, na tentativa de avaliar como os consumidores se comportam e quais elementos são importantes, o que o consumidor dá valor. Lembre-se do processo de compra como uma grande experência em que se somarão produto, cliente e lojas, em uma grande batalha onde apenas uma loja sairá vitoriosa.

Enquanto estiver fazendo o levantamento dos concorrentes, distancie-se um pouco e pense em como esses concorrentes podem virar parceiros. Exato, ainda que concorrentes em alguns produtos, é possível que haja segmentos onde vocês não competem e que haja sinergia (palavra da moda). Isso pode se dar na forma de um melhor relacionamento com fornecedores, fazendo compras em quantidade, promoções conjuntas ou publicidade compartilhada e até mesmo na venda de determinados produtos entre as lojas.

5) Levantamento dos fornecedores

Não há grande mistério em relação aos fornecedores. Para cada um dos produtos que você vai vender, é  preciso listar fornecedores (sim, no plural), do ponto de vista dos seguintes itens:

  • Confiabilidade (é o principal, mais do que preço).
  • Qualidade dos produtos (pensando também nas marcas/fabricantes).
  • Preço e preço por quantidade + prazo para pagamento. Não se esqueça que você terá que pagar pelos produtos, mesmo que não os tenha vendido. Lembre-se também que as primeiras encomendas poderão ter como única opção o pagamento à vista, até que se crie um relacionamento.
  • Tempo para produção + tempo para entrega. Isso será fundamental para organizar os estoques e não ficar sem produto.
  • Possibilidade de trabalhar com drop shipping, isto é, envio direto do fornecedor para a casa do cliente.
  • Possibilidade de encomenda de produtos, com prazo curto para entrega.

O fato de você ter mais de um fornecedor cadastrado para um determinado produto não quer dizer que você tenha que comprar sempre de vários fornecedores. O importante é não ficar na mão de um único fornecedor ou distribuidor, especialmente para seus principais produtos. Também é preciso avaliar o quanto a concentração em um único fornecedor pode ser interessante do ponto de vista da escala e, portanto, da redução no preço de custo.

Procure fornecedores que sejam parceiros de seus clientes. A palavra parceria tem sido mal compreendida entre os empresários brasileiros, pensando muito mais em algo do tipo “te entrego X produtos e você me paga depois que vender ou talvez até nem me pague, fica de presente como parceria”.

Entendo como parceiros os fornecedores que se preocupam em auxiliar seus lojistas na direção de que vendam mais, incentivando treinamentos sobre seus produtos, lançando promoções conjuntas, dando descontos na compra para criação de hotsites de determinada marca, etc. Em troca, você deve se esforçar também para vender mais produtos de determinado fornecedor; no fim, ambos ganham.